O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (21), abaixo de R$ 5,20, com investidores descontando na moeda a volta do apetite por risco no exterior, mas sem tirar do radar o noticiário de Brasília e dados econômicos locais.
A moeda norte-americana recuou 0,78%, cotada a R$ 5,1901. Veja mais cotações.
Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 0,37%, a R$ 5,2307. No mês, a divisa tem avanço de 4,37%. No ano, acumula alta de 0,06%.
Cenário
Segundo a agência Reuters, o mercado operou sob maior estresse na parte da manhã, quando o dólar ainda esboçava força contra vários pares. Aqui, a cotação bateu a máxima do dia por volta de 11h30, quando predominaram ruídos sobre esvaziamento do Ministério da Economia de Paulo Guedes.
No decorrer do pregão, porém, investidores ponderaram leitura de que a pequena reforma ministerial anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro - que inclui ainda mudanças na Secretaria-Geral e na Casa Civil - visa fortalecer a base de apoio do governo no Congresso, especialmente porque o cotado para assumir a Casa Civil, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), é visto como nome-chave de suporte ao governo no Legislativo.
O sentimento positivo no Brasil com os fortes dados de arrecadação entrou na conta do alívio do dólar, por indicarem que a economia segue em trajetória de crescimento.
Ao mesmo tempo, a moeda entrou em rota descendente no exterior, com os mercados reduzindo prêmio de risco relacionado à Covid-19 enquanto monitoravam notícias sobre a recondução de Jerome Powell à chefia do banco central norte-americano, balanços corporativos otimistas nos EUA, política monetária na zona do euro e o pacote trilionário de infraestrutura nos Estados Unidos.
Variação do dólar em 2021 — Foto: Economia G1